top of page
  • Foto do escritorCarla Ogawa

Atualizado: 24 de fev.

Como a tecnologia está sendo utilizada para criar experiências imersivas e interativas


A tecnologia e a inovação desempenham um papel cada vez mais importante na produção de exposições, permitindo novas formas de interação, engajamento e experiência para o público. Aqui estão alguns dos principais usos da tecnologia e inovação na produção de exposições:



Digital Art @ca_ogawa


Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR)


- Incorporação de experiências de VR e AR para proporcionar aos visitantes uma imersão mais profunda nas exposições.

- Uso de óculos de VR para criar visitas virtuais a locais históricos, galerias de arte ou ambientes temáticos relacionados à exposição.

 - Utilização de aplicativos de AR para fornecer informações adicionais sobre obras de arte ou artefatos exibidos, como vídeos explicativos, modelos 3D e conteúdo interativo.


Criar um projeto para realidade virtual (VR) requer um planejamento cuidadoso e uma abordagem detalhada para garantir que a experiência final seja envolvente, imersiva e atenda aos objetivos desejados. Aqui estão os passos básicos para criar um projeto para realidade virtual:


Realidade Virtual (VR)


Digital art @ca-ogawa


Definição de Objetivos e Público-Alvo

   - Identifique os objetivos do projeto de realidade virtual, como educar, entreter, promover um produto ou serviço, etc.

   - Determine o público-alvo para o qual o projeto está sendo desenvolvido e adapte a experiência de acordo com as necessidades.



Pesquisa e Conceituação

   - Realize uma pesquisa detalhada sobre as tecnologias de realidade virtual disponíveis, as melhores práticas de design e as tendências atuais no campo.

   - Através de reuniões, desenvolva conceitos criativos que atendam aos objetivos do projeto e ofereçam uma experiência única para o usuário.


Storyboard e Design de Experiência

   -Crie um storyboard detalhado que descreva a narrativa ou fluxo de interação do projeto de realidade virtual, incluindo todas as etapas e elementos da experiência. Se você não for o desenvolvedor, poderá contar com profissionais habilitados.

   - Projete os ambientes virtuais, personagens, objetos e interações necessárias para trazer o storyboard à vida, utilizando ferramentas de design 3D e software de modelagem.


Desenvolvimento de Conteúdo

   - Desenvolva o conteúdo visual e auditivo necessário para a experiência de realidade virtual, incluindo gráficos 3D, animações, áudio e efeitos especiais.

   - Garanta que todos os elementos do conteúdo estejam otimizados para funcionar de forma eficaz e imersiva dentro do ambiente de realidade virtual.

 

Desenvolvimento de Software e Programação

   - Trabalhe com programadores e desenvolvedores de software para criar o ambiente virtual e desenvolver as interações necessárias para o projeto.

   - Integre os elementos de conteúdo visual e auditivo ao ambiente virtual, criando uma experiência coesa e fluida para o usuário.


Testes e Adaptações

   - Realize testes extensivos do projeto de realidade virtual em diferentes dispositivos e plataformas para garantir a compatibilidade e a qualidade da experiência.

   - Recolha feedback dos usuários durante os testes e faça alterações no projeto conforme necessário para melhorar a usabilidade e a eficácia.


Lançamento

   - Lance o projeto de realidade virtual em plataformas adequadas, como lojas de aplicativos de dispositivos VR, sites dedicados ou eventos específicos.

   - Promova o projeto para o público-alvo por meio de campanhas de marketing e divulgação, destacando os recursos e benefícios da experiência de realidade virtual.


Monitoramento e Manutenção

   - Monitore o desempenho e a recepção do projeto de realidade virtual após o lançamento, coletando métricas e feedback dos usuários.

   - Faça atualizações e manutenções regulares no projeto para garantir que ele permaneça relevante, funcional e atraente para o público-alvo ao longo do tempo.


Realidade Aumentada (AR)


O planejamento para um projeto de realidade aumentada (AR) segue princípios semelhantes aos de um projeto de realidade virtual, mas com algumas considerações específicas devido à natureza da tecnologia de AR:



Digital art @ca_ogawa


Definição de Objetivos e Público-Alvo

- Identifique claramente os objetivos do projeto de realidade aumentada, como promover um produto, fornecer informações interativas, oferecer entretenimento, etc.

- Determine o público-alvo para o qual o projeto está sendo desenvolvido e adapte a experiência de AR de acordo com suas necessidades e preferências.


Pesquisa e Conceituação

- Realize uma pesquisa detalhada sobre as tecnologias de realidade aumentada disponíveis, os casos de uso relevantes e as melhores práticas de design de AR.

- Desenvolva conceitos criativos que atendam aos objetivos do projeto e ofereçam uma experiência única e envolvente para o usuário.


Storyboard e Design de Experiência

- Crie um storyboard detalhado que descreva a narrativa ou fluxo de interação do projeto de realidade aumentada, incluindo todas as etapas e elementos da experiência.

   - Projete os elementos de AR, como objetos virtuais, sobreposições de informações, animações e interações necessárias para trazer o storyboard à vida.


Desenvolvimento de Conteúdo

- Desenvolva o conteúdo visual e auditivo necessário para a experiência de realidade aumentada, incluindo gráficos 3D, modelos de objetos, animações, áudio e efeitos sonoros.

   - Garanta que todos os elementos do conteúdo estejam otimizados para funcionar de forma eficaz e integrada com o ambiente real em que serão sobrepostos.


Desenvolvimento de Software e Programação

- Trabalhe com programadores e desenvolvedores de software para criar o aplicativo ou plataforma de AR e desenvolver as funcionalidades e interações necessárias para o projeto.

   - Integre os elementos de conteúdo de AR ao aplicativo ou plataforma, garantindo uma experiência de usuário fluida e intuitiva.


Testes e Alterações

- Realize testes extensivos do projeto de realidade aumentada em diferentes dispositivos e ambientes para garantir a compatibilidade e a qualidade da experiência.

   - Recolha feedback dos usuários durante os testes e faça as alterações necessárias.


Lançamento

   - Lance o projeto de realidade aumentada em plataformas adequadas, como lojas de aplicativos para dispositivos móveis, sites dedicados ou eventos específicos.

   - Promova o projeto para o público-alvo por meio de campanhas de marketing e divulgação, destacando os recursos e benefícios da experiência de AR.


Monitoramento e Manutenção

- Monitore o desempenho e a recepção do projeto de realidade aumentada após o lançamento, coletando métricas e feedback dos usuários.

- Faça atualizações e manutenções regulares no projeto para garantir que ele permaneça relevante, funcional e atraente para o público-alvo ao longo do tempo.


Ao seguir esses passos com atenção aos detalhes, é possível criar uma experiência de realidade aumentada ou realidade virtual envolvente e impactante, que atenda aos objetivos do projeto e ofereça uma experiência interativa e imersiva para os usuários.


Acompanhe outras abordagens pelo site www.dukproducao.com ou pelo Canal no YouTube @dukproducao!

4 visualizações
  • Foto do escritorCarla Ogawa

Atualizado: 24 de fev.

Breve comentário das etapas mais importantes a serem planejadas



Digital art @ca_ogawa



Exposições itinerantes são aquelas que viajam para diferentes locais, levando obras de arte, coleções históricas, exposições temáticas ou culturais, entre outros tipos de exibições, para serem apreciadas por públicos diversos. A logística por trás dessas exposições é fundamental para garantir que as obras cheguem com segurança e estejam prontas para serem exibidas. Vamos explorar os principais aspectos da logística de exposições itinerantes:



Planejamento e Coordenação

O sucesso de uma exposição itinerante começa com um planejamento cuidadoso e uma coordenação eficaz entre todas as partes envolvidas. Isso inclui os organizadores da exposição, curadores, produtores, artistas, conservadores, equipes internas diversas, empresas de transporte, seguradoras, equipes de montagem e desmontagem, entre outros.


Documentação


Antes de iniciar uma exposição itinerante, com certeza você já terá em mãos uma lista de obras, os formulários de empréstimo ou contrato entre as partes e o facility report. Esses são os documentos principais.

Outra documentação detalhada de todas as etapas da logística é essencial para garantir a rastreabilidade das obras de arte e o cumprimento de regulamentos alfandegários e de segurança. Isso inclui registros de embalagem, transporte, instalação, condições de armazenamento e seguro.


Embalagem de obras de arte

As obras de arte precisam ser embaladas com segurança para protegê-las durante o transporte. Isso pode envolver o uso de embalagens especializadas, como caixas de madeira (simples, padrão museum standard, caixas duplas ou triplas com sensores de impacto) plástico, molduras protetoras, recortes de espuma, etaphoam, papel de seda, glassine, siliconado, entre outros materiais possíveis para cada caso. Primeiramente é necessário estudar obra a obra para depois avaliar a tipologia de embalagem e a necessidade de cada material empregado. Outro fator importante é considerar o "modal" de viagem, isto é, qual meio de transporte será utilizado e se a viagem será nacional ou internacional.



Seguro de obras de arte

A segurança das obras de arte é uma preocupação primordial durante o transporte. Além da embalagem adequada, é essencial contratar seguro de transporte específico para obras de arte, que cubra eventuais danos ou perdas durante o trajeto.

Nessa etapa é importante avaliar também quais são as exigências que o segurador faz para realizar a cobertura, que pode ser, entre outras exigências, o laudo feito por um conservador ou restaurador.


Transporte Especializado

O transporte das obras de arte requer veículos e métodos de transporte especializados, como caminhões com controle de temperatura, veículos com suspensão a ar, rampa, tacógrafo, computador de bordo e gerenciamento logístico. Outros fatores podem determinar a contratação de gerenciamento de risco, acompanhamento por escoltas de segurança e a utilização de outros equipamentos de segurança.


Cronograma e logística

Um cronograma de viagem detalhado deve ser elaborado, levando em consideração a distância entre os locais, o tempo necessário para a montagem e desmontagem da exposição em cada destino, as datas de abertura e fechamento da exposição em cada local, além de considerações logísticas, como condições climáticas, trajeto a ser percorrido, restrições de tráfego, entre outros fatores.


Armazenagem e acondicionamento

Garantir que as instalações de armazenamento atendam aos padrões de segurança e conservação adequados para preservar as obras até o próximo destino é muito importante e, se você não conhece esses locais, talvez tenha que realizar uma visita técnica para checar todos os itens de segurança e qualidade do edifício. Durante os intervalos entre os locais de exposição, as obras de arte podem precisar ser armazenadas temporariamente.


Montagem e desmontagem

Equipes especializadas são responsáveis pela montagem e desmontagem da exposição em cada destino. Isso requer habilidades técnicas para instalar obras de arte de forma segura, garantindo que as diretrizes do curador sejam seguidas.

Outros profissionais participam dessa etapa, sempre coordenados por um produtor ou coordenador de área que elaboram o cronograma com metas diárias a serem executadas. Curadores, conservadores, artistas, couriers, técnicos de áudio visual, arquitetos, designers, educadores, equipes de segurança, limpeza, bombeiros...fazem parte dos profissionais envolvidos na concretização de uma exposição itinerante.


Logicamente essas etapas não as únicas, mas foram contempladas pela importância e complexidade. Acompanhe outras abordagens pelo site www.dukproducao.com ou pelo Canal no YouTube @dukproducao!






21 visualizações
  • Foto do escritorDuk Produção

Atualizado: 9 de fev.

Denise Pollini atua na área de museus há mais de 20 anos e compartilha conosco sobre sua visão e experiência nos setores educativos de museus no Brasil e em Portugal.

Com ampla atuação no Setor Educativo, Denise também assina Curadorias e Publicações.



2 visualizações
bottom of page